| O que é leucemia? |
| O termo leucemia é
utilizado para descrever alguns tipos de “cânceres”
ou neoplasias que acometem as células da medula óssea.
Um determinado grupo de células passa a ter uma proliferação
desordenada, infiltrando a medula óssea e reduzindo a
produção de “células sanguíneas”
normais. |
| O que é medula óssea?
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| A medula óssea
é um tecido esponjoso que se localiza dentro dos ossos
(“tutano”) e que é responsável pela
produção das células sangüíneas.
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| Quais são as células
sangüíneas e quais suas funções? |
| • hemácias – células
que transportam o oxigênio para os tecidos para que estes
possam funcionar adequadamente; |
| • leucócitos
ou "glóbulos brancos" – células
responsáveis pela defesa do organismo e |
| • plaquetas –
células responsáveis pela hemostasia, isto é,
controlar sangramentos. |
| Existem vários tipos de
leucemia? |
| Sim. A leucemia pode
ser crônica ou aguda, mielóide ou linfóide.
A combinação dessas formas determina os vários
tipos existentes: LLA – leucemia linfóide aguda,
LMA – leucemia mielóide aguda, LLC – leucemia
linfóide crônica, LMC - leucemia mielóide
crônica. Além disso, dentro desse quatro tipos,
existem diversos subtipos. |
| Qual a causa da leucemia? Ela
é contagiosa? |
| As leucemias não
são doenças contagiosas, entretanto ainda não
se sabe exatamente as causas de leucemia, mas em alguns casos,
pode-se suspeitar de certas causas como a exposição
a algumas substâncias químicas (por exemplo, o
benzeno) ou a radiação. Igualmente, até
o presente, não há maneira de se prever ou prevenir
o seu aparecimento. |
| A leucemia na criança
é igual à leucemia do adulto? |
| As leucemias das crianças
podem ser parecidas com as leucemias do adulto com relação
aos principais sinais e sintomas que apresentam. Entretanto,
quanto aos tipos, na criança é mais comum a Leucemia
Linfóide Aguda (70% dos casos) e nos adultos, há
uma incidência maior de Leucemia Mielóide Aguda
e de Leucemias Crônicas. |
| Quais os sinais e sintomas mais
comuns? |
| Como as células
leucêmicas infiltram a medula óssea e como esta
é responsável pela produção das
células sangüíneas a infiltração
medular resulta essencialmente em diminuição destas
células o que vai determinar os principais sinais e sintomas
da doença: |
| • redução
de hemácias => anemia com fadiga e palidez; |
| • redução
de leucócitos normais com aumento dos leucócitos
neoplásicos => aumento do risco de infecções
e |
| • redução
de plaquetas => eventuais sangramentos. |
| Além disso as
células leucêmicas infiltram também outros
órgãos e tecidos tais como articulações,
o que pode resultar em dor articular, assim como baço
e fígado, levando a um aumento desses órgãos
e conseqüentemente resultando em dor abdominal. |
| Como é feito o diagnóstico?
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| O diagnóstico
é feito pela história clínica, exame físico
e exames complementares. O diagnóstico laboratorial inicial
é realizado, em geral, por um exame de sangue chamado
hemograma. Outros exames poderão ser solicitados para
a elucidação do caso (ácido úrico,
provas de função hepática, desidrogenase
lática, etc.) A confirmação do diagnóstico
é feita pelo exame conhecido como “mielograma”
e pela “imunofenotipagem das células leucêmicas”
que poderá confirmar e/ou definir o tipo e o subtipo
da leucemia. |
| O que é mielograma? |
| É um procedimento
no qual se retira uma pequena quantidade (menos de um mililitro)
do material esponjoso de dentro do osso (medula óssea),
para se avaliar as células que aí se encontram.
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| Existe tratamento para a leucemia?
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| Sim. O tratamento básico
consiste na quimioterapia, isto é, a utilização
de medicamentos que atuarão sobre as células malignas
através de mecanismos distintos, procurando erradicá-las.
Outros procedimentos podem ser necessários, dependendo
do caso. |
| Em que caso é recomendado
o transplante de medula óssea? |
| O transplante de medula
óssea é indicado para os casos de recidivas (recaídas
da doença) e para as leucemias que apresentam alteração
citogenética de risco desfavorável, isto é
alterações nos cromossomos, pois estas tendem
a não responder bem à quimioterapia. |
| Existe cura? |
| Sim. Procura-se utilizar
o termo remissão ao invés de cura para os pacientes
que tiveram leucemia. A remissão é considerada
completa quando a doença não mais está
presente no sangue e na medula óssea do paciente e quando
todos os sinais e sintomas de leucemia desapareceram. Mesmo
os pacientes que apresentaram boa resposta inicial ao tratamento
devem manter visitas regulares aos seus médicos assistentes
em função de risco potencial de recidiva. |
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